quinta-feira, 22 de setembro de 2016

CASA DE DETENÇÃO

Carandiru

A primeira Casa de Detenção de São Paulo foi criada no governo de Ademar de Barros, em 1938, e ficava na Avenida Tiradentes. O prédio, construído para ser Casa de Correção, abrigou posteriormente vários tipos de unidades: Penitenciária, Cadeia Pública, Presídio Político. Como a antiga construção já era considerada exígua em suas acomodações e enfrentava diversos problemas de conservação, discutia-se o levantamento de uma nova edificação. Após treze anos, em agosto de 1951, o governo de Lucas Nogueira Garcez contrataria o Escritório Técnico Ramos de Azevedo, Severo & Villares S.A para a obra da nova Casa de Detenção.

CAIXA D' ÁGUA PAVILHÃO 8


Referir-se à Casa de Detenção sem falar da caixa d’água é o mesmo que se referir ao corpo humano esquecendo-se do coração. Era um majestoso monumento erguido no campo do Pavilhão 8, que podia ser visto à grande distância e foi palco de muitas histórias.

POPULAÇÃO CARCERÁRIA

Construída para acabar com o déficit prisional da cidade, em pouco tempo a Casa de Detenção passou a sofrer do mesmo mal. Em 1964, tinha 2.103 presos. Já em setembro de 1972, mantinha 5.002

RELIGIÃO

A religião pode ser um instrumento relevante de reintegração do preso à sociedade. Grupos religiosos realizaram trabalhos no Complexo do Carandiru desde a inauguração da Penitenciária do Estado, contribuindo para a tranquilidade e a segurança da instituição prisional. Em muitos casos, esses grupos assumem uma função assistencial, direta ou indiretamente; entretanto, alguns presos procuram os grupos religiosos por outros motivos, que não espiritual: pela questão material.


SECRETARIA DA SEGURANÇA E SECRETARIA DA JUSTIÇA

O decreto n. 52.213, de 24 de julho de 1969, reestruturou a Secretaria de Segurança Pública, transferindo a Casa de Detenção de São Paulo dessa Pasta para a Secretaria da Justiça.
Até então, a Casa de Detenção, embora integrasse o DIPE (Departamento dos Institutos Penais do Estado) e estivesse ligada à Secretaria da Justiça, tinha subordinação efetiva à Secretaria da Segurança Pública. Até março de 1991, as unidades prisionais foram administradas pela Secretaria da Justiça. Em seguida, a responsabilidade seria transferida para a segurança pública e com ela ficaria até dezembro de 1992. Em janeiro de 1993, a Lei nº 8.209 cria a Secretaria da Administração Penitenciária, a primeira no Brasil a tratar com exclusividade de tal segmento.