sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

SEAP INAUGURA NOVA SEDE DO MUSEU PENITENCIÁRIO


Exposição reúne acervo histórico de prisões no Rio de Janeiro

Um marco para preservar a história do sistema penitenciário do Rio. Assim foi definido pelo diretor da escola de Gestão Penitenciária (EGP), Paulo Alier de Oliveira Vasquez , a inauguração da nova sede do Museu Penitenciário, da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), situada à Rua Frei Caneca, no anexo do Instituto de Perícias Heitor Carrilho. No local o visitante vai poder conhecer um pouco da história do sistema penal desde os primórdios do Rio, quando foi inaugurada a primeira casa de correição, ainda na época em que a Corte Portuguesa chegou ao Brasil.

 A intenção , segundo o diretor do museu e diretor-adjunto da EGP, José Paulo de Morais Souza, é preservar e mostrar à população momentos históricos do sistema penitenciário. No Museu estão expostos registros do antigo Complexo Penitenciário Frei Caneca, do extinto Presídio Cândido Mendes, na Ilha Grande entre outros. O museu conta também com todo histórico e espaço do agente penitenciário, com fotos que mostram uniformes que usavam nas unidades desde o início do sistema.

O acervo conta, também com objetos ilícitos apreendidos com internos e visitantes durante revistas como armas brancas, celulares e até mesmo uma “tereza” (corda improvisada com lençóis para fuga) utilizada por internos que tentaram fugir do Complexo da Frei Caneca. Nos livros de registros expostos, há também toda a história de presos políticos no presídio da Ilha Grande, com assinaturas e documentos que retratam a época e até mesmo fotos da implosão desta unidade. “Tínhamos um patrimônio histórico guardado e que estava exposto de forma simples na escola. Com o museu vamos apresentar ao público a trajetória das prisões ao longo do tempo “, disse José Paulo de Morais.

Presente à inauguração o Secretário de Estado de Administração Penitenciária, coronel PM Erir Ribeiro Costa Filho, ressaltou a importância da preservação da história da Seap. “Tenho um carinho muito grande por essa secretaria e esse museu vai conservar todo um patrimônio histórico”, disse o secretário.

A subsecretária Adjunta de Administração e Gestão Estratégica, Ingrid Rocha e o diretor da Escola de Gestão Penitenciária, Paulo Vasquez destacaram a participação da equipe da Seap , incluindo inspetores e técnicos que ajudar a transformar em realidade um sonho antigo. 



Matéria: Ana Claudia Costa
Fotógrafo: Vanessa Oliveira
http://www.rj.gov.br/web/seap/exibeconteudo?article-id=3049459

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

EXEMPLOS INTERNACIONAIS

A pena alternativa no Brasil ainda é pouco aplicada, além de ser vista com maus olhos por quem acredita que qualquer mecanismo que evite o encarceramento não seja capaz de punir um indivíduo. Contudo, as medidas alternativas podem significar uma opção para a estrutura penitenciária, já que pequenos delitos com pena de até um ano e sem uso de violência poderiam ser punidos com ações como o trabalho comunitário.

PENAS ALTERNATIVAS OFERECEM RECOMEÇO

A execução penal exercida através da prestação de trabalho comunitário tem se mostrado um grande transformador de vidas, ao levar o indivíduo a ocupar um espaço nunca antes imaginado, já que esta opção de pena pode ser cumprida em uma variedade de instituições e empresas cadastradas.

Não é difícil encontrar uma grande quantidade de casos espalhados pelo Brasil de pessoas que, ao cumprirem sua pena em asilos, creches e instituições do tipo, se ligam emocionalmente ao ambiente e às pessoas com quem convivem, criando laços e continuando o trabalho mesmo depois de terminado o tempo determinado pelo juiz, através do voluntariado ou também da contratação.

COLUNA MEMÓRIA ORAL

Com: Mauro Rogério Bittencourt 

Sou natural de Pirajuí. Quando estava com 17 anos de idade, um amigo que trabalhava no sistema Após a cerimônia, o secretário veio conversar foi comigo e me convidou para cuidar do cerimonial em São Paulo. Assim, depois dos 28 anos de idade, me vi morando em São Paulo. Comecei trabalhando na Assessoria de Imprensa; depois fui transferido para Unidade Processante Permanente – UPP; e, posteriormente, para o Grupo de Trabalho que visitava as unidades e fazia o diagnóstico da unidade, antes da visita do secretário. Até que, certo dia, fui indicado para ser diretor do Centro de Penas Alternativas, ligado ao Departamento Reintegração, sendo convidado a assumir o cargo de Diretor do Departamento quando houve oportunidade. Depois de um tempo, mandamos uma proposta para transformação do Departamento para Coordenaria.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

CASA DE DETENÇÃO

Carandiru

A primeira Casa de Detenção de São Paulo foi criada no governo de Ademar de Barros, em 1938, e ficava na Avenida Tiradentes. O prédio, construído para ser Casa de Correção, abrigou posteriormente vários tipos de unidades: Penitenciária, Cadeia Pública, Presídio Político. Como a antiga construção já era considerada exígua em suas acomodações e enfrentava diversos problemas de conservação, discutia-se o levantamento de uma nova edificação. Após treze anos, em agosto de 1951, o governo de Lucas Nogueira Garcez contrataria o Escritório Técnico Ramos de Azevedo, Severo & Villares S.A para a obra da nova Casa de Detenção.